DELIM GÁS

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12 de setembro de 2015

Brasil registra mais de 76 mil queimadas em 2015

Os meses de junho a setembro são os recordistas de queimadas e focos de incêndio no Brasil. Fatores como a estiagem prolongada, a baixa umidade e o calor contribuem para esse aumento. Diante desse cenário, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) fez um levantamento sobre as regiões mais afetadas e elaborou algumas boas práticas para a prevenção de incêndios.
A CNM explica que os focos de incêndios podem ser ocasionados por meio de fatores da natureza, como raios solares, dependendo do calor, concentração de raios em pedaços de vidros, em decorrência da imprudência do ser humano. Atear fogo sem necessidade em uma propriedade vizinha, as fagulhas das locomotivas, os fornos de carvões e lenha, são outros fatores causadores dos incêndios florestais.
Outro fator a ser considerado são as queimadas para pasto e agricultura de subsistência, que sem o devido controle e orientações, podem contribuir para o aumento de incêndios em matas que podem desencadear para maiores proporções.
Consequências:
• aumento da liberação de dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global;
• destruição de habitats naturais;
• erosão no solo;
• aumento do buraco na camada de ozônio;
• perda da absorção do solo, aumentando os índices de inundações;
• poluição de nascentes, águas subterrâneas e rios por meio das cinzas;
• extinção de espécies (fauna e flora);
• destruição de infraestruturas.
Regiões mais afetadas
Wilson Dias/Abr
No Brasil, existem regiões que os riscos são mais propensos do que nas demais regiões em decorrência das épocas sazonais caraterizadas como estiagem em que ficam meses sem chover. A exemplo da Região Centro-Oeste, nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Na Região Norte, são as atividades de queimadas sem controle em razão da agricultura de subsistência e de pasto, que aumentam os riscos de incêndios florestais. Em geral, este o cenário não mudou nos últimos cinco anos, e as queimadas estão em maior número nestas regiões.
As Regiões Norte e o Centro-Oeste foram as mais afetadas por queimadas nos últimos cinco anos. Em primeiro o Norte com 172.614 focos; somente em 2015 foram 30.914 ocorrências. Em segundo lugar vem o Centro-Oeste com 124.510 focos e 19.017 ocorrências em 2015.
Números de queimadas no país
Segundo monitoramento de queimadas realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo) – coordenado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) -, no Brasil, de janeiro a setembro de 2015, a soma de queimadas em todo o País chegou a 76.192 focos. Porém, em 2010 o recorde de focos foi de 115.175.

Entre os meses de julho a setembro, os índices de incêndios aumentam consideravelmente, justamente pela interrupção das precipitações pluviométricas, caraterizados pela estiagem no meio do ano.
Por esta razão, nos últimos cinco anos, os meses de agosto e setembro batem recordes de ocorrências de incêndios. 
Meses com maior índice de queimadas entre 2010 a 2015:
• no mês de agosto foram registrados 244.627;
• no mês de setembro que corresponde ao ápice da seca, foram registrados 280.713;
• ao todo, nestes cinco anos, foram registradas 951.321 ocorrências.
 Boas práticas de prevenção
Agência CNM
A fim de orientar nossos gestores locais, a Confederação elaborou informações de boas práticas a serem seguidas:

• promover em sua cidade anúncios aos fumantes no sentido de evitar que joguem pontas de cigarros pela janela do veículo, uma vez que a baixa umidade desse período, a vegetação seca se incendeia com muita facilidade;

• oriente os proprietários rurais e a população em geral para ficarem atentos ao crescimento de vegetação (mato) próximo as residências e rodovias, fazendo aceiros para que o fogo não se alastre;

• não jogue lixo, latas de metal, cacos e garrafas de vidro na mata. Eles podem se aquecer ao sol e acabar dando origem às queimadas;
•limpeza de terrenos deve ser sem uso do fogo;

• não acumular lixos e vegetação seca para que não sejam objetos de incêndios em brincadeiras de mal gosto ao colocarem fogo nestes locais;

• oriente a população em geral para não fazer fogueiras de nenhuma espécie;

• solicite para as pessoas não soltarem balões. Além de perigoso é crime conforme a Lei de Crimes Ambientais - Lei Federal 9.605/1998. O balão pode cair aceso em florestas, residências e indústrias, produzindo grandes prejuízos patrimoniais, ameaça ao nosso meio ambiente e até mesmo colocando a integridade física e a vida das pessoas em risco;

• ainda segundo orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, o uso de fogo para limpeza de terrenos é proibido e no caso de incêndio provocado em mata ou floresta, a Lei 9.605/98, Lei de Crimes Ambientais, no artigo 41 prevê a pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa; e

• por último, em caso de incêndios o telefone de emergência dos Corpos de Bombeiros é o 193.


    Diante disso, vale ressaltar que são vários os fatores que podem acarretar em um incêndio florestal. Todavia, quanto mais pudermos nos antecipar, mais precavidos estaremos caso algo aconteça.
     

    Veja aqui as tabelas com número de queimadas por região

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