DELIM GÁS

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12 de setembro de 2015

Dilma se reúne com Nelson Barbosa e Levy para discutir cortes no Orçamento

BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff está reunida na tarde deste sábado com os ministros que integram a chamada junta orçamentária. O grupo discute os cortes a serem feitos no governo e que devem ser anunciados na próxima segunda-feira. Participam do encontro no Palácio da Alvorada os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento).

Estão em discussão além de cortes nos gastos do governo nas áreas de custeio e ainda possibilidade de redução do número de ministérios.

Também participam da reunião no Alvorada o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o secretário da Receita Jorge Rachid e o secretário do Tesouro Nacional Marcelo Saintive. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteve mais cedo com Dilma, mas segundo de assessoria foi tratar de assuntos de sua área.

O governo federal decidiu que só anunciará aumento ou criação de impostos para reforçar a arrecadação após a divulgação de novos cortes de gastos em sua própria máquina. A expectativa é que as primeiras medidas saiam do papel no início da próxima semana. Conforme O GLOBO mostrou na edição de hoje, o Planalto tenta conter a resistência do Congresso, mas volta a cogitar a CPMF como uma das saídas.

A equipe econômica avalia que essa seria a melhor saída para fechar o rombo de R$ 30,5 bilhões no Orçamento de 2016 e tentar atingir a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de bens e serviços produzidos no país) no ano que vem.

Em relação aos cortes, os técnicos da área econômica afirmam que as ações envolverão o enxugamento da máquina pública e também uma revisão de programas e benefícios sociais. No Ministério da Fazenda, há estudos que mostram que, se o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez fossem corrigidos até chegar a padrões internacionais, haveria uma economia anual de R$ 24 bilhões. Esses dois itens respondem por 16% dos gastos da Previdência Social.

Fonte: O Globo

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