DELIM GÁS

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17 de outubro de 2015

Despesas do Governo Central caem 17,5% em agosto e déficit se reduz a menos da metade

O déficit primário do Governo Central caiu, em termos reais, 55,6% em agosto deste ano na comparação com igual mês do ano passando, de R$ 11,445 bilhões para R$ 5,081 bilhões, informou o Tesouro Nacional. A despesa total caiu 17,5% entre os dois meses.

No acumulado do ano, o Governo Central, que é formado pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, também apresentou redução de despesas de 2,1%. Somente a despesa do Tesouro Nacional diminuiu 4,0% entre os dois períodos. Essa queda, tanto em agosto quanto nos oito primeiro meses do ano, é uma das principais mensagens do relatório, destacou o secretário do Tesouro, Marcelo Barbosa Saintive. As outras duas mensagens, segundo ele, são o pagamento expressivo de subsídios e o fato de o déficit ter vindo melhor do que as previsões.

"Estamos sempre salientando que o governo tem de fato cortado na carne, tem buscado fazer os contingenciamentos necessários. E esse corte vem ocorrendo a despeito do pagamento de subsídios que fizemos neste ano", disse ele.

Saintive exemplificou com os desembolsos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que saltaram de R$ 117 milhões no intervalo de janeiro a agosto do ano passado para R$ 7,497 bilhões em igual período deste ano.

A queda acentuada da despesa nos oito primeiros meses de 2015 contribuiu para que o déficit do Governo Central no período ficasse em R$ 14,013 bilhões, um número melhor que a estimativa do Tesouro Nacional, que era de déficit em torno de R$ 17 bilhões, apontou Saintive.


Além disso, boa parte desse resultado é explicada pela queda de 4,8% da receita, que por sua vez é afetada pelo nível de atividade econômica, explicou o secretário. "Esperamos que em algum momento essa posição se reverta. O importante é de fato a consolidação fiscal. Entendemos que a consolidação fiscal vai trazer uma perspectiva de melhora do crescimento econômico", disse ele.

O Tesouro Nacional informou também que uma parte significativa do déficit primário registrado no acumulado do ano deveu-se ao crescimento real de 21,0% do déficit da Previdência.

Saintive reiterou que o governo continua perseguindo a meta de superávit primário para este ano, que é de R$ 5,8 bilhões. "Esse é o esforço fiscal necessário acordado pelo governo, e a sociedade entendeu bem a necessidade desse esforço", disse ele.

O secretário também explicou que o Tesouro acompanha atentamente os riscos e as condições de mercado, mas que, por ora, não houve sinalização para interromper o processo de leilões de hidrelétricas e de ofertas de ações (IPOs) da Caixa Seguridade e do IRB Brasil Re.

"Estamos fazendo todo o esforço necessário para que os leilões de hidrelétricas ocorram ate o fim do ano. Quanto ao IPO da Caixa, a avaliação é praticamente semanal", afirmou ele. "Pode-se sempre adequar o cronograma, mas entendemos que existe espaço também para que ocorra o IPO do IRB neste ano", enfatizou.

O secretário também apontou que a instituição tem um elevado colchão de liquidez e um bom nível de caixa. Por isso, "diante de qualquer agravamento da crise ou aumento da volatilidade, o Tesouro está pronto para atuar no mercado", afirmou ele.

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