DELIM GÁS

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4 de novembro de 2015

Fátima: Conservadorismo namora com reacionarismo e fascismo

A senadora Fátima Bezerra criticou, mais uma vez, a pauta conservadora que tem sido adotada, no Congresso Nacional, especialmente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, com a aprovação de projetos contrários aos direitos das minorias e da própria manutenção do Estado democrático de direito.

No seu discurso desta terça-feira (3), Fátima lembrou das propostas que estão sendo pautada por aquela Casa, como a que revoga do Estatuto do Desarmamento, a que muda as regras da demarcação das terras indígenas, a que reduz a maioridade penal para 16 anos, a que estabelece o Dia do Orgulho Hetero e a que dificulta o acesso ao aborto nos casos já previstos em lei, essas duas últimas de autoria do deputado Eduardo Cunha. “É inaceitável, é revoltante que o Presidente da Câmara, que neste exato momento está sendo acusado de vários crimes, com inquéritos já autorizados pelo Supremo Tribunal Federal e que responde, também neste exato momento, a processo por quebra de decoro no Conselho de Ética daquela Casa, não apenas apresente essa agenda conservadora, mas tenha colocado essa pauta para análise dos parlamentares, propostas essas que, na verdade, representam um retrocesso na história política deste País“, criticou.

Fátima falou da importância da mobilização social contra essas propostas, como as manifestações lideradas pelas mulheres e por jovens nesse último fim de semana, que foram às ruas protestar contra o Projeto de Lei nº 5.069, que dificulta o acesso ao aborto nos casos já previstos em lei, e outras propostas. “Não só quero me solidarizar, mas dizer o quanto é importante, o quanto é renovador para nós do ponto de vista da esperança e da nossa capacidade de lutar, ver as mulheres e a juventude nas ruas deste país dialogando com a sociedade e pressionando, portanto, o Congresso Nacional para que não se atreva a consolidar a aprovação dessas propostas”, salientou.

Segundo a senadora, muitas das propostas aprovadas na Câmara atentam contra o Estado democrático de Direito, contra a cidadania, contra a Constituição cidadã de 1988 e contra os direitos humanos. “ Essa agenda não é apenas uma agenda conservadora, é também reacionária e tem, inclusive, conteúdo fascista. Espero que isso tudo tenha um basta”, afirmou.


Fátima conclamou ainda os parlamentares do campo democrático, popular e progressista, para que, em sintonia com as manifestações populares, mulheres, juventude e com os trabalhadores, barrem essa agenda conservadora. “Isso não faz bem à cidadania e não faz bem ao nosso país de maneira nenhuma. Temos que, nesta Casa, estar preparados para rejeitar essas agendas”, concluiu.

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