DELIM GÁS

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12 de dezembro de 2015

'É um absurdo que alguém com cargo no governo seja a favor do impeachment”, desabafou Jaques Wagner, da Casa Civil

Mãe Joana  O Planalto decidiu não mais tolerar que aliados com cargos no governo adotem posição dúbia ou defendam a deposição de Dilma Rousseff. “Não tem mais brincadeira. É um absurdo que alguém com cargo no governo seja a favor do impeachment”, diz Jaques Wagner (Casa Civil). Até aqui, o Planalto foi leniente nas traições. Por isso, fará radiografia dos cargos federais para identificar casos como o de Fábio Cleto, aliado de Eduardo Cunha, demitido esta semana da Caixa Econômica Federal.

Questão de foco Mais do que a votação aberta, a maior ambição do Planalto em relação à decisão do Supremo sobre o rito do impeachment é que ele determine a ilegalidade da chapa avulsa na eleição da comissão especial.

Conta outra De Cunha a interlocutores quando avisado de que Rodrigo Janot pediu a anulação da sessão secreta e da chapa avulsa: “E ele seria a favor de alguma coisa que eu fizesse?”.

Eu avisei Em sua manifestação ao Supremo, Cunha sugere que o relator Edson Fachin está extrapolando o pedido inicial ao abordar a legalidade da eleição secreta: “As modalidades de votação não são objeto desta ação”, escreve o peemedebista.


Corrida maluca 1 - Grupos de parlamentares contrários a Dilma e contrários a Cunha preparam romaria ao Supremo na próxima semana.

Corrida maluca 2 - Líderes de DEM, PPS e SDD vão na terça-feira visitar Fachin. Outro grupo, com PSOL e Rede, vai entregar até quarta-feira uma carta aberta aos ministros pontuando “ofensas” do peemedebista à Constituição.

Teu passado… Grupos favoráveis ao impeachment voltaram a fazer circular por mensagens de celular o vídeo de Fachin em ato da campanha de Dilma no ano passado.

Em cima do muro Aliados contam com os deputados “nem-nem” para manter Leonardo Quintão (PMDB-MG) na liderança da sigla. Sete peemedebistas não assinaram a lista do mineiro, mas dizem a seus apoiadores que também não assinarão a do deposto Leonardo Picciani.

Não deu praia Opositores do antigo líder se revoltaram especialmente com a “intromissão” do PMDB fluminense na disputa pelo controle da bancada: “Brasília não é quintal do Rio”, repetem.

Operador O vice Michel Temer tem conversado com líderes de bancadas de oposição na Câmara. Todos saem dos encontros com a sensação de que o governo Dilma está chegando ao fim.

Fica a dica Na palestra que deu em São Paulo ao lado de Gilmar Mendes, do Supremo, Temer lembrou que “o poder não é da autoridade, o poder é do povo”. “Somos meros exercentes do poder. Não somos donos do poder.”

Perto do PIB Após o evento, Temer almoçou com Paulo Skaf na sede da Fiesp. Ouviu do correligionário que a economia só terá fôlego depois de resolvido o nó político.

São Tomé Em reunião com movimentos sociais para definir estratégias contra o impeachment na quinta-feira, o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) disse que Dilma só deve recebê-los no dia 17 – depois, portanto, do ato nacional contra a deposição da presidente.

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