DELIM GÁS

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15 de janeiro de 2016

Sufocados pela crise, gestores potiguares anunciam marcha no próximo dia 27 de janeiro

Mais de 100 gestores potiguares estiveram reunidos no último dia 13 de janeiro, na sede da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn). A reunião tinha como proposta discutir os problemas comuns dos gestores, diretamente afetados pela queda dos repasses, e acordar medidas emergenciais. Entre elas, uma marcha agendada para o dia 27 deste mês.

Durante entrevista para a rádio CNM, o presidente da Femurn, Francisco Silveira Júnior, explicou que os Municípios têm se esforçado para lidar com a crise financeira. "Todos os prefeitos do Rio Grande do Norte hoje já reduziram os salários, cargos comissionados, secretarias, terceirizados e não tem mais de onde cortar", desabafou.

O líder da entidade municipalista contou, ainda, que a situação pede uma resposta urgente das autoridades. "Cada vez mais está ficando mais difícil. Então é algo que precisa ser resolvido de cima para baixo". Ele deu o exemplo de países de Primeiro Mundo onde a divisão de recursos entre os entes da federação acontece de maneira mais justa.

"Os países de primeiro mundo, por exemplo, 50% das receitas são distribuídas para os Municípios. No nosso País apenas 15% ficam com os Municípios", indagou Silveira. Ele acrescentou: "É uma inversão de valores muito grande porque as pessoas vivem nas cidades".

Próximos passos
Com tantos problemas e poucas perspectivas, os gestores do Rio Grande do Norte decidiram em assembleia realizar uma mobilização. Silveira comentou que o grupo fará uma marcha no próximo dia 27 de janeiro, no Centro Administrativo do Governo do Estado.

O presidente da Femurn adiantou também que, após a mobilização, haverá um encontro com a bancada federal e o governador, Robinson Faria. O intuito é rever alguns recursos que não estão chegando aos Municípios da região e dialogar sobre o pacto federativo.

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