DELIM GÁS

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17 de abril de 2016

Após dia de negociações, governo diz contar com 179 votos contra o impeachment

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff, com apoio de ministros e governadores de pelo menos cinco estados – Acre, Piauí, Ceará, Paraíba e Amazonas - concentraram nos deputados das regiões Norte e Nordeste a suas investidas neste sábado. Ao final do dia, a presidente Dilma Rousseff e sua equipe assegurava que tinha conseguido garantir 179 votos, sete a mais que os 172 mínimos necessários para barrar a instalação do processo de impeachment contra ela.

Convencida de que precisava concentrar todas as suas forças na busca de votos dos indecisos ou a convencer parlamentares a se ausentarem do plenário da Câmara na hora da votação, Dilma cancelou a visita o acampamento de representantes dos movimentos sociais, no Ginásio Nilson Nélson, em Brasília, onde agradeceria o apoio e pediria mobilização contra o seu afastamento. “Era preciso gastar energia com quem vai decidir”, afirmou ao Estado o ministro-chefe de gabinete de Dilma, Jaques Wagner, assegurando que “o clima está bem melhor”.

No entanto, a apuração do Placar do Impeachment, do 'Estado', registrou no dia um crescimento de deputados favoráveis ao impeachment. Por volta das 20h30 deste sábado, 348 deputados se declaravam favoráveis ao impeachment e 133 contra. Havia ainda 10 indecisos, 20 que não qusieram revelar o voto e duas possíveis ausências.

Campanha. Um quartel-general contra o impeachment acabou sendo montado no Palácio da Alvorada, com várias frentes de atuação, na divisão de tarefas entre a presidente, ministros e vários assessores, cada um atuando em diferentes frentes.

Jaques Wagner primeiro se reuniu com deputados no Palácio do Planalto e depois participou de almoço com parlamentares, enquanto a presidente Dilma passava a manhã no Palácio da Alvorada recebendo ministros, ex-ministros, deputados, líderes partidários e governadores. O foco foram os candidatos a prefeito e integrantes de partidos “nanicos”, além da busca de voto a voto e investindo também nos deputados que são candidatos a prefeitos.

Como muitos não querem se expor junto ao seu eleitorado, o Planalto está tentando convencê-los de que se ausentem no dia da votação.

À tarde, Dilma se ausentou do Alvorada para ir ao Planalto durante pouco menos de uma hora, para uma reunião não revelada pela sua assessoria. Dilma também conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, depois de representá-la no acampamento, repassou a tabela de votos com ela. Pelo placar do governo o Planalto teria pelo menos 179, sete a mais que o mínimo necessário. Mas, com segurança integral, o Planalto conta mesmo é com 140 votos, segundo apurou o Estado.Integrando o batalhão de choque de Dilma neste sábado estavam o ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, os governadores petistas do Piauí, Welington Dias, Camilo Santana, do Ceará, Tião Viana, do Acre, José Melo, do Maranhão, além do ex-governador Cid Gomes. “Obrigada pela força”, “não podemos descansar” e “estejam certos que vamos vencer”, tem reiterado a presidente em conversa com parlamentares.

Estadão

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