DELIM GÁS

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31 de outubro de 2016

Grande maioria dos eleitos vai virar ficha-suja, diz Ziulkoski em entrevista

“A grande maioria [dos prefeitos eleitos] vai virar ficha-suja", disse o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, ao portal Uol. Em entrevista ao vivo, nesta segunda-feira, 31 de outubro, um dia após o segundo turno das eleições municipais, o presidente da CNM disse também que a maioria não conseguirá cumprir as promessas de campanha, e muitos podem até sofrer com a Lei da Ficha Limpa por causa da difícil situação fiscal vivida pelas administrações municipais.

Ziulkoski destacou que não vê como fazer milagre, e aconselha os novos gestores é fazerem um ajuste fiscal grande. Para ele, a renovação ocorre porque muitos entram com uma proposta e não cumpre, e o mesmo pode acontecer com o discurso renovador dos eleitos, que encontrarão um grande obstáculo nas contas municipais. "A situação é crítica e quase caótica”, voltou a afirmar e lembrou que "de 3.300 Municípios que já informaram sobre a situação de suas contas, dados de julho e agosto já mostravam que 77% das Prefeituras estão no vermelho".

O presidente da CNM também falou sobre Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que congela os gastos públicos, aprovada na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal, por meio da PEC 55/2016. "Com as medidas que o governo vem adotando, como a PEC 241, [o prefeito eleito] já sabe que vai entrar em colapso. Afeta ainda mais o cidadão mais desprotegido. Não que não tenha que ter ajuste, mas como você vai falar de Plano Nacional de Educação, creche, merenda escolar, como vai falar em saúde, saneamento, violência, esgoto? Tem candidatos falando em atuar na segurança, que é competência do Estado, quando não têm um centavo para aplicar numa creche".

Apesar da PEC limitar apenas os gastos da União, boa parte dessa verba é repassada aos Estados e Municípios. Ziulkoski afirmou que o ajuste fiscal é importante, mas o congelamento de investimentos afetaria a manutenção de serviços públicos essenciais.

Veja a entrevista aqui

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